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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Outono e Doce de Abóbora com Nozes


Adoro o Verão mas confesso que a chegada do Outuno não me deixa triste. Gosto do cair das folhas, do barulho que estas fazem quando andamos sobre elas, gosto de poder vestir um agasalho que deixa antever noites frias enroscada numa manta no sofá com uma chávena de chá quente nas mãos. Gosto de ir buscar os pijamas quentinhos e colocar na cama os lençóis térmicos e da sensação de conforto que estes proporcionam. Gosto de ver as abóboras nos campos e depois amontoadas, situação que ajuda a comparar os seus formatos por vezes peculiares. Gosto de ver o fumo que começa a sair de algumas chaminés… Enfim gosto de Outono há que dizê-lo! Não que seja a minha estação do ano favorita, porque por mais pense nesse tema tenho dificuldade em escolher uma acho que são todas fantásticas desde que venham no tempo certo e não nos baralhem os planos nem o ânimo.

Por isso, para dar as boas vindas ao Outono, aqui fica este doce que "descobri" no Cantinho da Tila.



Ingredientes:

1 Kg de abóbora cortada aos cubos;

800 gr. de açúcar;

1 pau de canela;

2 cascas de limão;

200 gr. de nozes picadas.


Preparação:

  1. Coloquei todos ingredientes numa panela;
  2. Levei ao lume cerca de 1 hora;
  3. Retirei e desfiz os pedações maiores com a ajuda da varinha mágica;
  4. Acrescentei as nozes picadas;
  5. Voltei a levar ao lume durante 15 minutos de forma a ganhar consistência;
  6. Deixei arrefecer e reservei em frascos esterilizados.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

E Veio à Memória uma Lembrança Graciosa



Há uns dias comi uma queijada que me fez lembrar as queijadas da Graciosa. O sabor destas fez-me lembrar as férias que passei nesta bela ilha no Verão passado.


Ao avistar a ilha percebe-se o porquê do nome que lhe foi dado. Os contornos desta deixam antever uma extensão de terra harmoniosa e graciosa.


Quando chegamos de barco ao aproximarmo-nos do porto, somos abraçados por uma baia que nos abriga e aconchega e vemos do nosso lado direito o pitoresco ilhéu e começamos a vislumbrar os moinhos que, tal como as queijadas, acabam por ser a imagem de marca da Graciosa.


    Ilhéu da Praia - Ilha Graciosa


    Vista da Praia - Ilha Graciosa
 
 
Ao desembarcarmos e ao começarmos a “descobrir” a ilha confirmamos o que os seus contornos nos deixavam adivinhar, é de facto uma ilha de contornos harmoniosos e graciosos.


Tal como na Ilha de Santa Maria, a Graciosa tem uma parte de terreno muito mais seco constituído por vegetação rasteira, zona esta que é praticamente desabitada. Mas ao sairmos desta, deparamo-nos com o Farol da Ponta da Barca e mesmo por trás deste um tesouro, que se não for bem explorado nos passa despercebido, o Ilhéu com uma configuração semelhante a uma baleia vista de perfil. Seguimos e passamos pelo Carapacho e pelas suas termas, onde a beleza do lugar nos prende e nos convida a ficar. Pelo caminho vamos vendo com bastante frequência moinhos perfeitamente preservados. Subimos à Luz e a Guadalupe e descemos à fabulosa Furna do Enxofre, onde temos a sensação de estarmos a fazer a viagem ao interior da terra.

    Farol da Ponta da Barca - Ilha Graciosa
 
    Ilhéu com Configuração de uma Baleia - Ilha Graciosa
 
    Carapacho - Ilha Graciosa
 
    Moinho de Vento - Ilha Graciosa
 
    Furna do Enxofre - Ilha Graciosa

Ainda encantados vamos até à praia onde numa das esplanadas se toma um café que é inevitavelmente acompanhado pelas doces e inesquecíveis queijadas. No entanto, a Graciosa esconde ainda outro doce encanto, os bolos de arroz.

    Queijada da Graciosa - Ilha Graciosa 
 

Por fim, ao anoitecer e para terminar o dia em beleza nada melhor do que um passeio pela formosa Vila de Santa Cruz, onde as noites de Verão são temperadas com música, convívio e gargalhadas.

 
 
    Santa Cruz - Ilha Graciosa
 
    Vista da Vila de santa Cruz - Ilha Graciosa

Para finalizar uma visita à fábrica onde se fabricam as afamadas queijadas e, para partilhar com amigos e fazer perdurar mais um pouco o sabor destas, levamos connosco um saquinho. De saco na mão e a alma reconfortada chegamos ao porto, já com o nosso destino marcado rumo a mais um porto.