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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Caracóis Dinamarqueses


Adoro caracóis doces. Sim, porque os outros ainda não me convenceram. Mas, tenho que lhes dar uma segunda hipótese. Até porque o palato, tal como muitas outras coisas, também se educa e quem sabe se há segunda não se tornam irresistíveis?!  
No entanto, ficando pelos doces, deixo-vos uma receita diferente que experimentei já há algum tempo. E esta, talvez por ser doce, conquistou-me de imediato!


Ingredientes Massa:

225 gr. de farinha com fermento;
225 gr de margarina;
225 gr. de queijo para barrar*;

Ingredientes Recheio**:

Canela em pó q.b.;
Uvas passas q.b.

Ingredientes fondant:

100 gr de açúcar de pasteleiro;
1 ou 2 colheres das de sopa de sumo de limão.

Preparação:

1.    Comecei pela massa, assim esfarelei a manteiga na farinha até ficar em migalhas;
2.    Adicionei o queijo creme até formar uma massa macia;
3.    Envolvi a massa com película aderente e reservei no frio durante 1 hora;
4.    Passado este tempo desembrulhei e amassei a massa sobre um superfície enfarinhada até ficar leve e não pegar;
5.    Estendi, com a ajuda de um rolo, a amassa no formato de um rectângulo;
6.    Polvilhei-o com canela e com as frutas cristalizadas cortadas em pequenos pedaços;
7.    Enrolei em forma de torta;
8.    Cortei fatias com cerca de 2 ½ cm de espessura;
9.    Coloquei as fatias num tabuleiro devidamente forrado com papel vegetal;
10. Deixei cozer durante 20 minutos ou até estarem firmes e douradas;
11. Por fim preparei o fondant, para tal peneirei o açúcar de pasteleiro e juntei o sumo de limão;
12. Verti-o sobre os caracóis ainda quentes.


* A receita original referia requeijão ou ricotta, como em casa não tinha nem um, nem outro, utilizei queijo creme de barrar.
* * Na receita original existem várias opções para o recheio para além das passas, tais como frutas cristalizadas e doce.



Fonte: Hurst, Bernice; Colecção Tentação culinária – sobremesas, 1996 Quintet Publishing Limited. 


quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Feliz Ano Novo

Mais um ano termina e já se sente a ansiedade crescente devido ao aproximar das doze badaladas. No fundo nada muda, amanhã será o mesmo amanhã, que hoje é em relação a ontem. Mas, para a maioria de nós, é a possibilidade de colocar o cronometro a zeros e continuar a escrever o livro da vida, mas numa página nova. Por isso cada um tece promessas a si próprio de situações a corrigir e a melhorar e proferimos desejos positivos ao nível colectivo. Pois a passagem de ano significa nada mais nada menos que um novo recomeço para todos nós. Por isso, deixo-vos com a imagem da tarde da minha mãe confeccionada com vários desejos:






INGREDIENTES:

PAZ;

AMOR; 

SAÚDE;

ALEGRIA;

PROSPERIDADE;

TRANQUILIDADE;

SUCESSO;

CONCRETIZAÇÃO PESSOAL;

EQUILÍBRIO;

SORTE;

ENERGIA;

INSPIRAÇÃO;

PARA ALÉM DESTES INGREDIENTES PODE JUNTAR OUTROS A GOSTO PESSOAL.


PREPARAÇÃO:

Misture todos os ingredientes e coloque numa forma barrada com doçura. De seguida deixe cozer num ambiente de energias positivas e aguarde com fé. Por fim, desfrute e partilhe com os que lhe são mais queridos. 

FELIZ 2015!



sexta-feira, 25 de abril de 2014

Bola de Carne ou Folar Transmontano

Há uns dias desejei uma Páscoa docinha a um transmontano e obtive como resposta "Docinha é como quem diz, por cá foi mais à base de salgados". Com toda a razão! Para mim, durante uma boa parte da minha vida a Páscoa foi sempre doce: amêndoas de açucar ou de chocolate, ovos de chocolate, folares doces... Foi só há uns anos, quando conheci a S. e mais tarde o D. que a Páscoa passou a ter uma conotação também ela salgada, com o maravilhoso folar transmontano.
Em honra desses tempos, desses lugares e desses sabores decidi deixar aqui uma receita que, apesar de não ser a do verdadeiro folar transmontano, me fez recuar a essas memórias. 
Vi a confeção desta receita há uns dias no programa Você na Tv, feita pela mão do Chef Hernani Ermida e decidi experimentar, fica aqui o resultado e a receita. Claro que adaptei algumas coisas, não usei frango para o recheio e substitui o presunto pelo fiambre, não por não ser adepta de presunto, mas porque viver em sitios pequenos às vezes tem destes condicionalismos, que passam por não encontrarmos os ingredientes todos e termos que colocar a imaginação a funcionar. 

Ingredientes:
700 g de farinha sem fermento;
20 g de fermento de padeiro seco;
1,5 dl de água morna;
1,5 dl de azeite;
120 g de manteiga amolecida;
5 ovos;
1 pitada de sal;
Farinha para polvilhar;
Gema de ovo para untar;
Azeite para untar a forma;
Farinha para polvilhar a forma;
Chouriço fatiado;
Bacon fatiado;
Fiambre fatiado.

Preparação:
1. Numa tigela dissolvi o fermento em água quente;
2. Noutra tigela coloquei a farinha, o sal, os ovos, o azeite, a manteiga e a mistura de fermento com água;
3. Misturei tudo e trabelheia massa até esta se descolar das mãos. Fiz uma bola, polvilhei com       farinha, cobri com um pano e deixei a massa levedar num lugar quente até duplicar o seu volume; 
4. Untei uma forma redonda com azeite e polvilhei com farinha;
5. Depois de leveda dividi a massa em três partes, estiquei umas das porções de massa e cobri o fundo da forma, sobre esta sobrepos as carnes. Repeti o procedeimento até ficar com duas camdas de carnes e trêsde massa, sendo a última de massa;
6. Na última camada de massa fechei bem os bordos e deixei levedar novamente;
7. Aqueci o forno a 180º C pincelei com a gema de ovo batida e levei ao forno durante aproximadamente 40 minutos.






domingo, 23 de março de 2014

Bacalhau na Broa

Há uns tempos falei com uma colega sobre bacalhau com broa, e a ideia permaneceu na cabeça e lá de vez em quando surgia do nada. Por isso um dia destes dediquei-me à pesquisa de receitas de bacalhau com broa e encontrei  um receita ligeiramente diferente, mas com os ingredientes principais. Assim, surgiu um delicioso e guloso bacalhau  na broa que foi adaptado da receita da minha querida Joana Roque e que está  publicada no seu livro Cozinhar Celebrar Partilhar.



Ingredientes

1 broa pequena e redonda;
2 postas de bacalhau;
1 cebola;
3 dentes de alho;
1 folha de louro;
1 cravinho;
3 pimentas da jamaica;
Azeite q.b.;
Sal;
Pimenta;
Salsa.

Preparação:

1. Cortar uma tampa no cimo da broa de milho;
2. Cozer o bacalhau e limpá/lo de peles e espinhas;
3. Cortar a cebola em meias luas e levá-la ao lume a refogar em azeite e adicionar os dentes de alho, o  cravinho, a jamaica e o  louro;
4. Depois da cebola estar lourinha juntar o bacalhau desfiado, temperar com sal e pimenta e adicionar  a salsa picada;
5. Acrescentar o miolo que foi retirado do  p\ao *usei metade( e mexer bem, se necessário acrescentar mais azeite;
6. Colocar a mistura no interior da broa, fechar com a tampa e embrulhar em papel  de alumínio;
7. Levar ao forno durante 20 minutos.

domingo, 16 de março de 2014

Brownies

Há uns dias disseram-me tenho saudades de comer brownies. Perante esta afirmação fiquei logo a imaginar a sua concessão e respondi: "Vou fazer um dia deste." A resposta que obtive deu-me ainda mais alento "Não faças senão eu como-os." Bem, este foi o dia! 




Ingredientes: 

500 gr. de açúcar;
130 gr. de cacau;
1/2 colher das de chá de sal;
290 gr. de manteiga;
2 colheres das de chá de essência de baunilha;
4 ovos grandes;
140 gr. de farinha sem fermento;
frutos secos a gosto (usei amêndoas e nozes)

Preparação:

 1. Numa tigela que possa aguentar calor colocar o açucar, o sal, o cacau e a manteiga;
2. Colocar a tigela em cima num tacho com agua a ferver, mas de forma a que a tigela não fique em contacto com a água;
3. Deixar a manteiga derreter e mexes ocasionalmente a mistura;
4. Retirar do lume e deixar a tigela arrefecer cerca de 3 a 4 minutos;
5. Adicionar a essência de baunilha e misturar;
6. Adicionar os ovos um a um e mexer a cada adição;
7. Acrescentar a farinha e bater ligeiramente;
8. Por fim, colocar os frutos secos e misturar;
9. Levar ao forno pré-aquecido a 180 graus, num tabuleiro quadrado, untado com manteiga e forrado com papel vegetal;
10. Cozer cerca de 25 minutos e deixar arrefecer.

domingo, 9 de março de 2014

Leite Creme Queimado

Há dias encontrei um maçarico de cozinha que há muito andava à procura e permitiu-me fazer esta receita que tinha experimentado da minha adolescência e que desde então tinha ficado na minha memória. Assim, surge esta sobremesa para um almoço de Domingo. 



Ingredientes:

600 ml de leite;
4 gemas;
1 1/2 de farinha maisena;
1 1/2 de limão,casca;
1 pau de canela;
4 1/2 colheres das de sopa de açúcar;

Preparação:

1. Ferver 500 ml de leite com a casca de limão e o pau de canela;
2. Misturar as gemas no restante leite, adicionar o açúcar e dissolver a farinha maisena;
3. Quando o leite estiver fervido, junta-lo ao preparado anterior mexendo sempre para não talhar as gemas;
4. Levar novamente ao lume brando mexendo sempre;
5. Quando engrossar colocar em recipientes que possam suportar calor;
5. Polvilhar o leite creme com açúcar e queimar com o maçarico de cozinha. 


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Fêveras de Cebolada


E eis que de vez em quando surge uma receita simples e deliciosa. Foi o caso destas fêveras das quais fiquei fã. Li várias receitas e fui adaptando à medida que ia cozinhando e consoante os ingredientes que havia na dispensa e no frigorífico. Posso assegurar que são simples e deliciosas!




Ingredientes:



5 fêveras;

1 cebola;

1 copa de vinho branco;

3 colheres das de sopa de polpa de tomate;

Sal;

Massa Malagueta;

Azeite.


Preparação:


  1. Comecei por temperar as fêveras com sal e massa malagueta;
  2. De seguida, no fundo de um tacho largo, coloquei o azeite e a cebola cortada em meias luas;
  3. Deixei que o azeite levantasse fervura e por cima da cebola dispus as fêveras, de seguida a polpa de tomate e por fim o vinho;
  4. Deixei ferver em lume brando;
  5. Ao fim de 10 minutos misturei as fêveras com o molho e deixei ferver, em lume brando, por mais 15 minutos.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Salada de Atum e Feijão Frade

Tal como vos disse outro dia, uma posta de atum com um tamanho considerável deu para vários pratos. Um deles foi esta salada de atum com feijão frade. de facto adoro atum seja este fresco ou de conserva, mas tenho que admitir que o atum fresco e depois cozido, pelo menos nesta salada, revelou-se outra coisa.



Ingredientes:

1 posta de atum fresco;
sal;
1/2 kg de feijão frade cozido;
2 colheres das de sopa de cebola picada bem miudinha;
1 ramo de salsa picada;
1 dente de alho picado;
azeite.


Preparação:
  1. Coemcei por cozer o atum e temperar com sal;
  2. Num recipiente coloquei o feijão cozido, a cebola, a salsa e o alho;
  3. Desfiz o atuim em lascas e adicionei ao preparado anterior;
  4. Por fim temperei com azeite.

domingo, 13 de outubro de 2013

Bifes de Atum Grelhados com Molho Crú

Um posta grande de atum deu para deixar a imaginação correr e realizar várias receitas. Uma delas foram estes bifes de atum grelhados, regados com molho crú e acompanhados de umas batatinhas cozidas.


Ingredientes:

4 bifes de atum fresco;
5 dentes de alho;
Sumo de Limão;
Sal;
1 dl. de azeite;
3 colheres das de sopa de vinagre balsâmico;
Sumo de meia lima;
1/2 Cebola picada;
Pimenta.

Preparação:


  1. Deixar durante 2 a 3 horas os bifes de atum a marinar com 2 dentes de alho picados, limo de limão e sal;
  2. Grelhá-los;
  3. Enquanto grelham prepara o molho crú, ou seja, colocar 3 dentes de alho picados, a cebola, o sumo de lima, o azeite, o vinagre balsâmico num recipiente e temperar com sal e pimenta;
  4. Servir os bifes com o molho crú por cima.




segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Outono e Doce de Abóbora com Nozes


Adoro o Verão mas confesso que a chegada do Outuno não me deixa triste. Gosto do cair das folhas, do barulho que estas fazem quando andamos sobre elas, gosto de poder vestir um agasalho que deixa antever noites frias enroscada numa manta no sofá com uma chávena de chá quente nas mãos. Gosto de ir buscar os pijamas quentinhos e colocar na cama os lençóis térmicos e da sensação de conforto que estes proporcionam. Gosto de ver as abóboras nos campos e depois amontoadas, situação que ajuda a comparar os seus formatos por vezes peculiares. Gosto de ver o fumo que começa a sair de algumas chaminés… Enfim gosto de Outono há que dizê-lo! Não que seja a minha estação do ano favorita, porque por mais pense nesse tema tenho dificuldade em escolher uma acho que são todas fantásticas desde que venham no tempo certo e não nos baralhem os planos nem o ânimo.

Por isso, para dar as boas vindas ao Outono, aqui fica este doce que "descobri" no Cantinho da Tila.



Ingredientes:

1 Kg de abóbora cortada aos cubos;

800 gr. de açúcar;

1 pau de canela;

2 cascas de limão;

200 gr. de nozes picadas.


Preparação:

  1. Coloquei todos ingredientes numa panela;
  2. Levei ao lume cerca de 1 hora;
  3. Retirei e desfiz os pedações maiores com a ajuda da varinha mágica;
  4. Acrescentei as nozes picadas;
  5. Voltei a levar ao lume durante 15 minutos de forma a ganhar consistência;
  6. Deixei arrefecer e reservei em frascos esterilizados.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

E Veio à Memória uma Lembrança Graciosa



Há uns dias comi uma queijada que me fez lembrar as queijadas da Graciosa. O sabor destas fez-me lembrar as férias que passei nesta bela ilha no Verão passado.


Ao avistar a ilha percebe-se o porquê do nome que lhe foi dado. Os contornos desta deixam antever uma extensão de terra harmoniosa e graciosa.


Quando chegamos de barco ao aproximarmo-nos do porto, somos abraçados por uma baia que nos abriga e aconchega e vemos do nosso lado direito o pitoresco ilhéu e começamos a vislumbrar os moinhos que, tal como as queijadas, acabam por ser a imagem de marca da Graciosa.


    Ilhéu da Praia - Ilha Graciosa


    Vista da Praia - Ilha Graciosa
 
 
Ao desembarcarmos e ao começarmos a “descobrir” a ilha confirmamos o que os seus contornos nos deixavam adivinhar, é de facto uma ilha de contornos harmoniosos e graciosos.


Tal como na Ilha de Santa Maria, a Graciosa tem uma parte de terreno muito mais seco constituído por vegetação rasteira, zona esta que é praticamente desabitada. Mas ao sairmos desta, deparamo-nos com o Farol da Ponta da Barca e mesmo por trás deste um tesouro, que se não for bem explorado nos passa despercebido, o Ilhéu com uma configuração semelhante a uma baleia vista de perfil. Seguimos e passamos pelo Carapacho e pelas suas termas, onde a beleza do lugar nos prende e nos convida a ficar. Pelo caminho vamos vendo com bastante frequência moinhos perfeitamente preservados. Subimos à Luz e a Guadalupe e descemos à fabulosa Furna do Enxofre, onde temos a sensação de estarmos a fazer a viagem ao interior da terra.

    Farol da Ponta da Barca - Ilha Graciosa
 
    Ilhéu com Configuração de uma Baleia - Ilha Graciosa
 
    Carapacho - Ilha Graciosa
 
    Moinho de Vento - Ilha Graciosa
 
    Furna do Enxofre - Ilha Graciosa

Ainda encantados vamos até à praia onde numa das esplanadas se toma um café que é inevitavelmente acompanhado pelas doces e inesquecíveis queijadas. No entanto, a Graciosa esconde ainda outro doce encanto, os bolos de arroz.

    Queijada da Graciosa - Ilha Graciosa 
 

Por fim, ao anoitecer e para terminar o dia em beleza nada melhor do que um passeio pela formosa Vila de Santa Cruz, onde as noites de Verão são temperadas com música, convívio e gargalhadas.

 
 
    Santa Cruz - Ilha Graciosa
 
    Vista da Vila de santa Cruz - Ilha Graciosa

Para finalizar uma visita à fábrica onde se fabricam as afamadas queijadas e, para partilhar com amigos e fazer perdurar mais um pouco o sabor destas, levamos connosco um saquinho. De saco na mão e a alma reconfortada chegamos ao porto, já com o nosso destino marcado rumo a mais um porto.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Patê de Delicias do Mar


Porque ainda estamos no Verão e pelo menos no meu caso a minha alma e o meu espirito pedem destas coisas, deixo-vos a sugestão de um patê de delícias do mar. Encontrei este repasto no Blogue da Colher de Pau, As Minhas Receitas, decidi experimentar e confesso que não me arrependi. Este manjar constitui uma bela entrada, mas no meu caso, com uma linguiça caseira assada “à bombeiro”, com umas fatias de pão caseiro e um vinho verde bem fresquinho constituiu o jantar perfeito.





Ingredientes:


250 gr. de delícias do mar;

200 gr. de maionese;

4 ovos cozidos.


Preparação:
  1. Depois de descongeladas piquei grosseiramente as delícias do mar;
  2. Adotei o mesmo processo com os ovos cozido;
  3. Acrescentei a maionese e misturei tudo;
  4. Adicionei um pouco de sal;
  5. Levei ao frigorífico para refrescar até à hora de servir.  


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Biscoitos de Orelha e um Café com Vista para as Portas da Cidade.


Hoje não vos deixo uma receita, mas sim uma sugestão vinda diretamente das minhas férias de Verão. Nos últimos Verões tenho feito uns períplos pelos Açores. Este ano foi a vez de Santa Maria e aproveitei para fazer uma escapadinha até São Miguel.


Normalmente quando visito um lugar gosto de saber quais os pratos típicos e os doces regionais. Sempre que possível gosto de presentear algumas pessoas com essas iguarias. É como se proporcionássemos à pessoa que os recebe um bocadinho do sítio que visitámos. Os pratos típicos e os doces regionais dizem muito sobre o lugar e sobre a história gastronómica do mesmo. Estes dizem-nos e falam-nos da imaginação e do carácter criativo que os habitantes tiveram numa altura em que, não haviam supermercados, e só com os produtos locais se criavam iguarias que mais tarde se transformavam  na identidade de um povo.


Este ano, diretamente da Ilha de Santa Maria, trouxe comigo Biscoitos de Orelha. Tratam-se de uns biscoitos tenros e estaladiços, com um formato peculiar e original que só nos deixam imaginar os segredos e a perícia das mãos experientes e habilidosas que os moldam. 




O nome destes biscoitos deu aso a um momento muito divertido. A uma das pessoas a quem presentei com estes biscoitos disse, “olha que estes biscoitos são daqui” e a acompanhar esta frase toquei na ponta da minha orelha. Pelo menos na minha Ilha usamos a expressão “é da ponta da orelha” que significa que é muito bom. A pessoa em questão, como boa Jorgense que é, não associou ao nome do biscoito, mas sim à expressão. Depois de provar e achar que eram da ponta da orelha é que ao olhar para a embalagem viu o nome e acrescentou “ai são mesmo Biscoitos de Orelha”. Foi uma risota pegada.   


Por isso, a fazer lembrar os meus mergulhos na Praia Formosa, na Baia dos Anjos, os passeios pela Baia de São Lourenço e pelo vertiginoso Farol da Maia deixo-vos estes Biscoitos de Orelha com sabor a Santa Maria.



                                                     Praia Formosa - Ilha de Santa Maria

 
Anjos - Ilha de Santa Maria

São Lourenço - Ilha de Santa Maria

Farol da Maia - Ilha de Santa Maria


E para os acompanhar um belo café com vista para as Portas da Cidade em São Miguel, que nos leva pela marginal de Ponta Delgada até às Portas do Mar e de novo seguimos viagem para outro porto. 


 Largo da Matriz Ponta Delgada - Ilha de São Miguel

 Avenida Infante Dom Henrique Ponta Delgada - Ilha de São Miguel

Portas do Mar Ponta Delgada - Ilha de São Miguel


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Sangria e um Brinde ao Verão



No Verão apetece destas coisas, refrescantes, saborosas e que nos deixam um final de boca com sabor à própria estação. Por isso nada melhor, para degustar com amigos nas noites de Verão, do que uma bela Sangria. E asseguro-vos que esta foi um verdadeiro sucesso.

A Sangria que vos deixo constituiu a minha estreia. Não na parte do degustar;) mas sim na parte da confeção. Como nunca tinha feito, inspirei-me numa receita que encontrei no blogue Acre e Doce, mas com algumas alterações que foram de encontro ao que tinha e ao que não tinha em casa. No entanto podem ver a receita que inspirou esta no blogue indicado.






Ingredientes:

1 garrafa de espumante rose;
½ litro de gasosa (usei Sprite tal como indicado na receita original);
1 fatia de melancia;
1 nectarina cortada em triângulos;
1 laranja cortada em triângulos;
1 mão cheia de uvas cortadas ao meio;
1 dl de vinho do porto;
2 paus de canela;
60 gr de açúcar (usei metade amarelo e metade normal).



Preparação:
  1. Num jarro coloquei os líquidos com o açúcar e mexi até este estar dissolvido;
  2. Depois acrescentei as frutas devidamente cortadas e a canela;
  3. Coloquei no frigorífico várias horas antes de servir de forma a estar bem fresca.

  

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Batatas Novas com Molho de Manteiga

Ofereceram-me batatas novas e hoje que tinha mais algum tempo disponível decidi utiliza-las. Por isso decidi fazê-las cozidas, mas como estavam tão viçosas achei que deixar-lhes a casca seria uma boa ideia. Assim, ocorreu-me que não ficaria mal fazer uma espécie de batatas a murro, mas aldrabadas, que temperei com um molho de manteiga. 





Ingredientes: 

Batatas;
Sal para temperar;
2 colheres das de sopa de manteiga (usei Milhafre dos Açores);
1 colher das de café de alho em pó;
1 colher das de café de massa malagueta.


Preparação:


  1. Lavei as batatas e dei-lhes uns cortes;
  2. Cozi-as temperadas com sal;
  3. Depois de cozidas escorri a água e esmaguei-as ligeiramente;
  4. Derreti a manteiga, à qual adicionei o alho e a malagueta;
  5. Pincelei esta mistura por cima das batatas.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Feliz 2013 com Flan de Iogurte

Depois de algumas semanas de ausência temperadas com gripe, que desta vez me apanhou a sério, e com os preparativos para a época festiva, a meio gás devido ao estado debilitado, regresso para agradecer as vossas visitas e os simpáticos comentários. Prometo que em breve farei um esforço no sentido de vos deixar novidades com mais frequência e retribuir as vossas visitas. 

Para a primeira postagem de 2013 trago-vos um Flan de Iogurte, fresco, leve e delicioso. Escolhi esta receita para iniciar 2013 por tudo o que referi, mas também me porque foi a primeira vez que consegui desenformar, na perfeição, uma tarte deste tipo, sem que a cobertura rachasse, ou a base partisse.

Confesso que, em geral, no departamento da cozinha as coisas até me correm bem, tirando aqueles dias que todos temos menos bons, mas este tipo de tarte fresca nunca me correu bem. Por mais acertos, adaptações, ou cuidados que tivesse havia sempre algo que estragava o produto final. O que é muito frustrante, principalmente quando esta é supostamente a cereja no topo do bolo para uma celebração especial, como já aconteceu. 

Mas desta vez correu tudo bem. Consegui! O meu sorriso foi rasgado de orelha a orelha e, confesso, dei  pulos de contentamento. Fiquei muito feliz com o resultado.

Assim esta receita foi escolhida por mim para inaugurar 2013, não só por se tratar de uma sobremesa refrescante que fica sempre bem numa mesa, mas também porque a finalização da mesma constituiu para mim um momento de satisfação, concretização e alegria, sentimentos que desejo que temperem a minha e as vossas vidas em 2013.

Beijinhos e Bom Ano!


  

Ingredientes:

300 gr. de bolacha maria;
150 gr. de manteiga amolecida;
4 iogurtes com aroma de morango;
3 dl. de leite;
1 lata de leite condensado;
10 folhas de gelatina;
1 lata de recheio para tartes de morango.

Preparação:

  1. Comecei por picar as bolachas no robot de cozinha às quais juntei a manteiga;
  2. Forrei uma forma, de fundo amovível e com mola na parte lateral, com o preparado anterior de maneira a forrar o fundo e também as laterais;
  3. Levei ao congelador enquanto preparei a cobertura;
  4. Para fazer a cobertura comecei por demolhar a gelatina durante 10 minutos e de seguida derreti-a no micro ondas;
  5. No liquidificador misturei o leite condensado, o leite de vaca, os iogurtes e a gelatina derretida;
  6. Verti o preparado para dentro da forma e levei ao frio até estar devidamente solidificado;
  7. Desenformei e por cima coloquei o recheio de morango.
Fonte: Adaptado da revista teleculinária de 09/04/2012.






sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Tarte de Maçã e o Cheiro a Natal



Tenho andado um pouco ausente, por isso peço desculpa, não só pela falta de partilha, mas também por não ter retribuído os comentários nos vossos blogs que tenho visitado sempre que posso, mas de forma silenciosa e rápida.

Já há algum tempo que tenciono partilhar com vocês esta receita que voltou a reinar na minha cozinha, desta feita no dia em que a minha casa começou a cheirar a Natal. 

Porque já há uns dias que a minha casa cheira a Natal. Este ano, tal como no ano passado aproveitei o dia 25 de Novembro, que cá pelos meus lados é feriado concelhio, apesar de este ano ter calhado num domingo o que fez com que não soubesse a feriado, para decorar a árvore de Natal.

Gosto de começar a espalhar o espírito natalício, cá em casa neste dia, normalmente estou em casa e sei que falta exactamente um mês para o Natal.

Assim sei que tenho pelo menos um mês, e mais uns dias, para viver esta época que infelizmente, pelo menos para mim, passa muito depressa.

Enquanto decorava a árvore, o ambiente à minha volta era invadido pela doce conjugação da canela com a maçã que emanava do forno, o que se revelou numa atmosfera acolhedora e agradável.

Achei que esta tarte que congrega a vantagem, em relação a outras, de ser uma das sobremesas que tem muita aceitação cá por casa, associada à conjugação do aroma da canela com a maçã, seria sem dúvida o coroar perfeito para um dia em que se dás as boas vindas à época natalícia.

Apesar de se poder comer todo ano, acho que encaixa muito bem nesta época mais fria em que quase se espera que o ambiente seja invadido com aromas de especiarias vindos do forno. Tenho que agradecer a partilha do chef John do Food Wishes, por dar a conhecer esta maravilha.


Achei curioso por que tive a oportunidade de verificar que a conjugação da canela e da maçã parece ser muito apreciada por outras pessoas nomeadamente para as minhas companheiras blogistas, nomeadamente para a Manuela Teixeira dos Sabores com Tempo e para a Addicted do Cook Addiction


Depois de terminada a decoração, que ainda hoje, confesso, vai beneficiando de uns retoques aqui e ali, foi só sentar-me numa cadeira a comer uma fatia desta magnifica tarte e apreciar o brilho das decorações que adornavam a árvore e que transportaram à minha infância e à magia do Natal.





Ingredientes Massa:

1 cup manteiga gelada;
2,5 cups de farinha sem fermento;
1/2 colher das de chá de sal;
7 colheres das de sopa de água bem gelada;
1 colher das de sopa de vinagre de maça.

Ingredientes para o recheio:

6 a 8 maçãs:
1/2 colher das de sopa de sumo de limão;
3 colheres das de sopa de farinha maisena;
1/8 de colher das de sopa de noz moscada;
1/2 de colher das de sopa de canela;
1 pitada de sal;
2 colheres das de sopa de manteiga;
1 ovo;
Açúcar.

Preparação:

  1.  Comecei pela massa, por isso coloquei no processador a farinha e manteiga até a massa se assemelhar a areia;
  2. De seguida acrescentei metade da água e do vinagre e liguei novamente o robot;
  3. Assim que os líquidos estavam incorporados juntei a restante água e liguei novamente o robot;
  4. Quando a massa parecia consistente mas ainda com um aspecto ligeiramente esfarelado retirei-a e trabalhei-a na pedra da bancada até formar uma bola consistente;
  5. Dividi a massa em duas porções que envolvi em película aderente e levei ao frigorífico por pelo menos 30 minutos;
  6. Enquanto isso liguei o forno do fogão, descasquei as maçãs e cortei em gomos;
  7. Numa tigela acrescentei o sumo de limão e mexi de forma a envolvê-las neste liquido;
  8. Depois adicionei o açúcar  a noz moscada, a canela e a maisena e mexi até os ingredientes estarem completamente incorporados;
  9.  Retirei os discos de massa do frigorífico e com a ajuda de um rolo estiquei um dos discos de massa que usei para forrar uma tarteira;
  10. Assim que estava forrada coloquei as maçãs e o liquido por estas libertado na tarteira e por cima coloquei pequenas nozes de manteiga;
  11. Depois cobri as maças com a restante massa devidamente esticada;
  12. Uni a massa quem envolvia o recheio e a que o cobria com a ajuda dos dedos, e como o chef John mostra com muita perícia no seu video;
  13. Por fim fiz una golpes para servirem de chaminé e pincelei a massa com ovo previamente batido e polvilhei com açúcar;
  14. Levei ao forno até a massa estar dourada e com um aspecto estaladiço. 

Fonte: http://foodwishes.blogspot.pt/2009/11/classic-american-apple-pie-warning-this.html


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Bolachas de Iogurte e Chocolate para Uma Amiga Especial



Sabemos quem são os nossos melhores amigos quando:


  • ficamos contentes quando os vemos;
  • a sua companhia nos é agradável;
  • sentimos saudades da sua presença, 
  • sentimos falta do seu sorriso;
  • sentimos saudades da sua gargalhada; 
  • sabemos que os conselhos que nos dão são sensatos e visam o nosso bem;
  • sentimos saudades das palhaçadas que fazemos em conjunto;
  • sabemos que estão lá para os bons , mas também para os maus momentos;
  • nos ouvem com toda a atenção, mesmo quando estamos a repetir a conversa pela décima vez;
  • eles nos defendem e protegem de unhas e dentes;
  • sabemos que independentemente do tempo, da distância, ou das voltas que o mundo possa dar, eles ficarão sempre no nosso coração e nunca serão esquecidos.


Mas sabemos também quem são os nossos melhores amigos quando a sua dor, de alguma forma, também nos causa dor, principalmente quando as palavras faltam e quando sabemos que tudo o que podemos dizer, ou fazer para ajudar é pouco e não altera ou apazigua a dor que eles sentem. 

Hoje partilho com vocês estas bolachas de iogurte e chocolate em honra dos melhores amigos de todos  e de cada um. Eu em especial, dedico-as à minha Amiga M., a quem ofereci estas bolachas com muito amor e carinho, e com quem residem hoje os meus pensamentos e as minhas preses.    





Ingredientes:

600 gr. de farinha;
1 colher das de chá de fermento (a receita original não levava achei melhor colocar para crescerem um pouquinho);
400 gr. de açúcar;
200 gr. de manteiga;
200 gr. de chocolate em barra;
2 iogurtes naturais (a receita original referia iogurtes de aroma, como não tinha em casa usei naturais);
2 ovos;
1 colher das se sopa de essência de baunilha.


Preparação:

  1. Misturei a farinha, o fermento,o açúcar a essência de baunilha e a manteiga e amassei muito bem;
  2. De seguida juntei os ovos e os iogurtes e amassei tudo novamente;
  3. Moldei bolinhas e coloquei em cima de papel vegetal, depois pressionei levemente para  as achatar ligeiramente;
  4. Para ajudar a fazer as bolinhas por vezes passei as mãos por farinha para que amassa não se colasse às mãos:
  5. Levei ao forno durante cerca de 35 minutos ou até estarem cozidas e douradinhas;
  6. Retirei do forno e deixei arrefecer;
  7. Por fim derreti o chocolate em banho-maria e molhei metade de cada uma das bolachas no chocolate e deixei secar.  


Fonte: Revista Teleculnária n.º 1730 de 04/06/2012.